domingo, 20 de dezembro de 2009

TWITTEM A CIMEIRA SUAS BESTAS

Isto é tudo uma questão matemática:

Diz-se por aí que o mundo, com a complexidade que lhe conhecemos, foi criado em 6 dias.
A cimeira de Copenhaga, por sua vez, demorou 12. Doze que vão ser 42 porque os líderes de 193 países conseguiram, até agora, chegar à conclusão de 0. Então vão todos voltar para suas casas com uma resma de 3947 papéis para lerem confortavelmente aquilo que já deviam ter lido antes da cimeira. Ou seja, basicamente, estes pelintras foram todos fazer um inter-rail (de avião que é sempre alternativo) e, por um acaso, encontraram-se todos em Copenhaga.
Sinceramente, a mim, isto faz-me lembrar os tempos de universidade. Aqueles trabalhos de grupo em que o pessoal se juntava em casa de alguém com os tópicos do trabalho definidos mas porque a conversa se estendia, os copos se ião enchendo, mails porno para ver, enfim, havia desculpas para a própria desculpa de não fazer nada e quando dávamos por nós…: “epá, já é dia! Vou descansar a cabeça que isto deu cabo de mim. Levamos isto para casa, cada um faz uma parte e amanhã à noite à mesma hora.”
Nostalgia à parte, parece-me que estamos a regredir. Mas isto é uma opinião muito própria de quem achava que já fossemos suficientemente civilizados para chegar a um acordo de meio por cento em 12 dias.
Mas o que é que aquela gente esteve para ali a discutir tanto tempo? Será que Sócrates perguntou a Obama como tinham sido as férias do maroto e criou-se ali uma tertúlia à volta das actividades lúdicas do Barack? Será que a Angela Merkel estava menstruada e não estava para conversas? Bizarro!
E julgava eu que o aparecimento do twitter se devia à capacidade de síntese que a humanidade vinha adquirindo.
Exemplo disso seria, quando o “zé-alguém” disse: “ Que o Diabo seja cego, surdo e mudo”.E, uns anos mais tarde,a “Maria-alguém” disse:”…como o Diabo foge da cruz”. Suponho eu que nos dias de hoje bastaria o Diabo ser coxo porque, além de dar para twittar o dizer, matar-se-iam “dois coelhos de uma cajadada só”: O Diabo era aleijado na mesma e não poderia fugir da cruz a correr porque ela o apanhava!
A exemplo da Humanidade no geral:
Caros governantes, sejam inteligentes e “Twittem” lá a Cimeira “fachavor”
Sempilação

Hoje reparei que tinha uma panóplia de verborreias no Facebook com sede de compilação. Não por serem especialmente profundas ou preciosas .Tem mais a ver com uma questão de “cada-macaco-no-seu-galho”.Cá vai:

"Afinal o Natal não é das crianças. É do bacalhau!
O Bacalhau é má pessoa!

Já repararam que este menino custa os “olho da cara” da Adriana Lima, cheira mesmo a bacalhau e, ainda assim, é o prato mais típico português (mesmo vindo da Noruega), sendo inclusivamente servido na véspera de natal?
Mas isto até nem era motivo suficiente para eu o pôr na lista de “gente que não interessa”.
Os motivos são outros e bem mais graves: O bicho demora meses a chegar a Portugal porque (coitadinho) tem de vir bem acondicionadinho, com bastante sal a dar-lhe miminhos e, como se não bastasse, tem de vir de barco, não vá ele ter medo de alturas. Até aqui, tudo relativamente bem. O pior vem depois: É que o “LORD” chega cansadinho da viagem que fez enquanto nós dávamos ao cabedal e ainda exige estar 24 horas de molho para ser servido ainda antes do menino Jesus ter nascido. É ou não é gozar com quem trabalha?
Parece que estou a ver o Bacalhau a olhar para mim e a dizer: “Olha, é assim: eu estou um bocado moído da meia volta ao mundo que dei numa suite de um cruzeiro que me foi buscar a casa. Por isso, se não te importasses, preparavas-me aí um alguidarzinho de água, nem muito quente nem muito fria,que eu preciso de me pôr de molho um dia inteiro? E já agora acorda-me antes da celebração natalícia com a tua família que eu há meia-noite tenho coisas combinadas. Ah, e se não for pedir muito, traz-me uns grelozinhos para me acompanhar.”
Merecerá este menino, 1001 maneiras de lhe darmos atenção? Já não tem a suficiente?"


"I want you back…

(Quase) Tudo o que já foi moda e deixou de o ser, passou a sê-lo novamente. Lembro-me, por exemplo, dos all-star que voltaram à berra e dos chapéus de alfaiate que agora "cagam cenário".
Consigo também compreender que quando um gajo tem frio nas mãos use umas luvas sem pontas dos dedos, que quando tem frio no pescoço use um lencinho marroquino e que quando tem frio na cabeça use um gorro com pala(não vá o sol estar forte de mais).É!Isso tudo é "fashion" e dou muito valor às cabecinhas que reinventaram tais conceitos.
Não consigo é dar valor nenhum ao gajo/a que, a certo ponto da sua vida, disse: "as alcatifas já não ficam bem no chão da casa das pessoas". Opá...vai-te encher de merda!Por causa desse "inventa-modas" ainda me custa mais a sair do banho o e a levantar de manhã.E porquê?Porque é fashion congelar assim que se acorda.
Já que se recuperou tanta coisa, tragam lá a alcatifa outra vez à baila se fazem favor.Eu bem sei que este adereço caseiro priva os pés de contactar com a dura realidade do soalho, habituando-nos à falsa realidade que pisamos, criando até o culto do "fofinho" por muito apaneleirado que seja.Mas FODA-SE, eu queria ver o gajo/a que disse que a alcatifa já não era "fashion" a levantar-se às sete da manhã com o frio do caraças e mostrar alegria nisso.
Volta alcatifa...estás perdoada!"

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

"Ups!Caguei-me...mas foi bom"

Ouvi dizer que os patrões, essencialmente das PME's, se preparam para reivindicar um "aumentozinho" no seu subsídio de desemprego caso o negócio dê para o torto! A mim parece-me bem! Principalmente para aqueles patrões que mudam de estagiários de 6 meses em 6 meses pagando a estrondosa quantia de 150 Euros para subsídio de transporte. Sim! Estes senhores defendem o meio ambiente e querem ver os seus colaboradores com responsabilidade ambiental e incitam-nos a fazer Marateca-Lisboa e vice-versa de bicicleta. Deliciam a secretária/administrativa, pelos vistos doutorada em direito, com ordenado mínimo nacional e, como porreiraços que são na criação de postos de trabalho, têm uma equipa de 22 comerciais na rua, cada um com viatura própria, telemóveis próprios, enfim, despesas a la garder, ganhando não o ordenado base mas sim, a mágica soma de 5% do total dos produtos que vendem. Isto se venderem mais que 100 unidades porque, afinal , isto não está para luxos.
Eu cá, não sou economista nem quero ser. Mas fica a sugestão:
Que tal esse subsidio de desemprego ser visto como um seguro. Ou seja,”deixa-me cá ir pagando ao mês, com a responsabilidade de actor económico que sou e salvaguardar-me caso isto corra mal”.
E como seria calculado esse seguro? Fácil, um belo rácio que engloba-se o valor do tal subsídio sendo calculado com base na conjugação dos seguintes parâmetros: volume de negócios/habilitações dos trabalhadores/ordenado médio praticado na empresa (a maneira de o calcular deixo para os verdadeiros economistas). Asseguravam assim, certa percentagem para o vosso querido subsídio, consoante os postos de trabalho criados e a qualidade dos mesmos. Isto, consoante a dimensão da empresa como é natural.
Sabem o que acontecia se se assegurasse um ordenado médio razoável? O poder de compra dos vossos colaboradores aumentava, quem sabe comprariam umas coisas aos vossos camaradas de sindicato e o negócio de (quase) todos não dava para o torto, pelo contrário- animava esta enfadonha e triste economia.
Tudo graças a quê? Ao facto dos chefões se borrarem na cuequinha!
Davam por vós e a merda cheirava-vos a jasmim!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O GÉNIO FEZ DE MIM GENIAL

Toda a musica que me chega ao ouvido tem, obrigatoriamente, de levar uma filtragem.
Claro está, que muitas há que imediatamente ficam, como outras que imediatamente vão.
No entanto, mais uma curiosa pesquisa de discografias feita, debrucei-me sobre Lou Reed, ou melhor, sobre a sua obra (isto de me debruçar sobre um homem já é mau de se dizer mas pior é, ao tentar atenuar os efeitos das travessuras da nossa língua, ainda me espalho mais quando me debruço no "obral" do rapaz).Adiante...A sua obra é GENIAL!O que eu andei a perder!

Certa musica, particularmente, nunca tinha sido para mim grande êxito ou algo que me cativasse o tímpano mas alguma coisa a menina havia de ter para eu a ter sempre presente na cabeça e por várias vezes entoar o refrão.

Resolvi fazer uma serie de exercícios sobre a mesma:
1- Ouvir baixinho no pc
2- Ouvir bem alto no pc

(estes normalmente nunca resultam na conclusão final pois a fidelidade não é a melhor)

3-Ouvir baixinho num bom sistema de som em casa
4-Ouvir bem alto num bom sistema de som em casa

(Aqui, ao 4º passo, já qualquer coisa começava a fazer sentido. Mas...ainda andava agoniado)

5-Retirada a hipótese de a musica me dizer algo em [modo pchhht], bem alto à beira praia no carro.

(quase, quase, quase lá)

6- Bem alto em "viagem" (carro). FODA-SE!

Não é que, ia eu nos meio das sempre saltitantes estradas e do oeste, sentindo-me, naquele momento, o gajo mais feliz do mundo?

Eu podia ter acabado de sair de um saco daqueles grandes do IKEA cheio de merda humana, o fedor adjacente entranhado no corpo, podia até, ter sido o dia em que os meus genitais começaram a ficar em crosta, ou seja, o pior dia da vida de qualquer um. Mas não! Para mim, simplesmente, foi o “PERFECT DAY”. Eu, por esta altura, já cheirava a jasmim, o meu carrinho comercial já era um jeep descapotável, os arbustos das bermas do oeste já eram praias do pacífico e o banco do pendura já se regalava com a presença da Eva Longoria e da Brook Shields em devaneios orais no meu colo. Naqueles minutos até tive a sensação de dever cumprido sem ter cumprido absolutamente nada.

Como uma triste declamação se tornou uma alegre banda desenhada, um saudoso fado se tornou um alegre samba...
Se esta musica fosse uma mulher seria a Juliana Paes, se fosse um atleta era a Vanessa Fernandes, se fosse um livro seria o "Planisfério Pessoal", se fosse um politico...fico por aqui.

É, rejubilei e vou rejubilando cada vez que a oiço no carro em viagem. Tanto é que acabei de o fazer e consegui, na mesma frase, escrever Juliana Paes e Vanessa Fernandes sem as comparar tal “oito e oitenta”. Graças a ti camarada Lou!

Experimentem.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

BLOGS DE "AMOR", QUEM OS NÃO TEM?

É verdade. Voltei!
E muito mais informado sobre o que é isto da blogosfera.
Peguei em mim, tal Usain Bolt do Instituto Nacional de Estatística, e sondei as pérolas que por aqui se fazem.
A conclusão foi simples: 90%: Blogs de "amor", amizade, tristezas "Kiduxos" e "miguinhas" VS 5% Blogs musicais, generalistas, partidários, enfim, interessantes VS 5% Blogs inactivos que falam de amor.

Mas, como embrião que me sinto por aqui, vou fumar o cigarrinho da emancipação adolescente e falar de "amor"(tenho de me integrar nos lamechas rapidamente).

Então cá vai um desabafo, uma subtil besteira, uma estranha borboleta que me percorre a barriguinha.
É!ESTOU APAIXONADO!
Nunca pensei dizer isto, sobretudo a uma plateia tão vasta mas é,de facto, mais forte que eu ou que todas as forças que me possam envolver. O sentimento engasga-me, estrangula-me mas, estranhamente,é nobre e estou cá para me entregar a ele de braços, peito e membros superiores no geral.

E quando digo que estou apaixonado, estou mesmo. Tanto é, que só uma frase me sai com aquele sorrisinho estúpido que todos conhecem quando nos alguém nos preenche:
QUERO FODER!
Não consigo explicar melhor que isto.
Ou melhor, ainda consigo tentar espalhar este "amor" por todos os/as lamechas que por aí andam, fazendo questão de atafulhar o meu querido tempo de pesquisa cibernautica com merda. Para vós, espalhando o "amor" que tenho: VÃO-SE FODER!

Ok ok...não vou fugir ao assunto.
Porquê este resumo do que é o "amor", o seu significado, o que nos faz sentir?
Como homem que sou e Puta que me orgulho ser (quem nunca foi que atire a primeira pedra fachavore), tudo, por enquanto, se resume a Foder.

E não me venham dizer que é um sentimento básico, inócuo, machista ou mesmo pouco duradouro. Por mim falo, já "amei", imagine-se, por 28 dias seguídinhos. Mas foi só uma vez (um "amor" único).Ao vigésimo nono dia, sem razão aparente (tal aparecimento do Twitter-grande Cardana), a relação começou a cair na rotina, os cafonés foram desaparecendo, bem como as palavras doces de conforto e segurança ,os sorrisos cúmplices...nem sequer uma mensagem com x's, k's ou "txi adoro",...

Pois, foi-se a minha fod...ups...o meu "amor".Mas foi bom. E não arrependo de nada. Viveria tudo outra vez (passada uma semana).

Vá, agora a sério: seus cromos de merda que não têm mais nada que fazer que não seja descarregar os vossos traumas e aparecer-me numa qualquer pesquisa de blogs minimamente interessantes -um conselho e um ensinamento gratuito: hoje em dia, há ferramentas como o word (ou um bloquinho de notas para os menos afortunados e até amigos pá) nas quais podem escrever merda exactamente na mesma quantidade mas com uma vantagem de gozarem da bela da PRIVACIDADE. Sabem?aquelas coisinhas que são só nossas e que apenas têm de ser ditas a "quem de direito"?Por pouco que tenham na vida, experimetem vá.É só um conselho. Mas é imperativo...

Fotos, viagens, musica, ideais, alegrias, contos do dia-a-dia(com pormenores proeminentes como muitos sabem descrever), etc , isso sim interessa-me e é digno de ser partilhado. O resto...É LIXO. Quero lá saber se amam ou não. Quero lá saber se doi ou não. Enfim, CAGUEI para vocês meus caros pseudo-nicholas-sparks.

E como sinal da vontade que eu tenho que voçês se fodam todos, cá vai uma modinha bem romântica (sim porque vocês também são meninos para demonstrar o sentimento com Celine Dions, Migueis Boses, Pedros Camilos...merdas tal como esta):



Nota do autor: não, não sou ímune ao sentimento mas, não sei porquê, gosto de o ter só para mim e para os meus.Caprichos.CAPICHE??

Desculpem o Vernáculo mas eles merecem.(impressionante a forma como coloquei toda a pressão do meu corpo no dedo indicador para teclar este ponto final)

P.S. Pouca gente lê isto mas eu sei que alguns concordam. PFF AJUDEM-ME a passar a mensagem

terça-feira, 24 de março de 2009

Mais um clássico reinventado...e bem!
Cas Haley é mais um "fat american" com cartas para dar (uma biscazinha dos 3 vá).
Não digo que o seu primeiro e único álbum é genial porque não é mas diria que o rapaz tem um sonzinho Ligth e agradável ao ouvido numa onda de "fim-de-tarde a coçá-los".

Inspirado pelo Bob e, essencialmente, UB40 conseguiu, de facto, dar aquele toque que faltava ao ex-Police, Sting. Eu diria "contemporâneezar" aquilo que já estava eternizado!

"Walking on the moon" numa versão "reggae Ligth" bem conseguida:

segunda-feira, 23 de março de 2009

Como bem sabem, nem que seja por essa ideia vos passar pela cabeça todas as manhãs, todos os gays gostavam de viver em Nova Iorque.

Eu cá, hétero e neosexual (descobri agora esta nova designação), seria um prazer viver aqui:




Viveria nas moradias germinadas da harmónica, lia um livro na esplanada do “Harpa café”, fazia as noitadas no "Djambe dance club" e, há falta de melhor, frequentaria o alterne “Gaita-de-foles paradise” (instrumento que me dá vontade de reunir os que restam e levá-los a um piquenique num pinhal da zona de Castelo-Branco em pleno Agosto só para eles verem uma chamazinha ou outra de perto).

sexta-feira, 20 de março de 2009

Entretanto, não fugindo ao tema que me trouxe à Blogosfera, queria dar-vos a conhecer uma neguinha por quem eu tenho especial apreço: Butterscotch.
É! "smoth like butter, hard like scotch".

Não é que seja especialmente fan deste tipo "escarras brônquicas" ou , sequer, de Hip-Hop mas quando reinventado com um bom Background de Jazz, umas dedadas no piano e uma ENORME dose de talento ("she's got talent") tenho de, mais uma vez, lhe reconhecer a genialidade.

A miúda, ao que parece, já tinha ganho uns quantos concursos de Beat-Box pelo mundo fora mas ficou conhecida neste grande programa da TV mundial que dá pelo nome de "America's Got Talent". Note-se, o programa não é bom pelos talentos que apresenta mas sim pela sempre desconcertante (no bom sentido) presença de David Hasselhof- esse ícone da infância de todos nós.
Aliás, além de Michael Nigth, "Mitch" era a única personagem que me fazia ver a serie "Baywatch". Especialmente quando ele corria pela praia com o seu irmão gémeo aos pulinhos entre o pescoço e o ventre de uma esfregona da "Vileda" (tinha outro nome mas não me lembro agora...Panela seria?).

Enfim, voltando à musica, vejam que vale a pena.Mas vejam só a partir do 1.41 min.
O resto são "americaníces".

Não esquecer a musica: "My funny valentine"...um clássico!


É verdade VOLTEI! (aposto que tenho a única pessoa que segue o Blog ao pulos -eu próprio)

Não sei qual foi a verdadeira razão de o fazer mas achei que tinha algo a dizer ao mundo e o famigerado Twitter só dá a possibilidade de dizer uma parvoíce com 140 caracteres de cada vez. Nunca tive grande capacidade de resumo.

Entretanto, não tenho nada de especialmente interessante para a minha crónica diária...
Quanto muito, temas como o preço da batata, a velha questão: depilação a cera ou gillete, o abuso do “portuga” em palavras como "prontos", "vistes" ou "lápes e Ténes", o fazer o cocó de, ou sem cigarro em punho, o casamento antes de presenciar o parceiro a fazer esse mesmo cocó poderiam todos ser temas bastante interessantes e que davam textos imensos.
Mas hoje, não consigo deixar de pensar numa questão muito mais pertinente e que interessa muito mais a todos: Porque raio é cada vez que saio de casa tenho uma velha de oitenta e muitos anos - bipolar suspeito eu -que passa a vida a dizer asneiras(mesmo asneiras) e que não conheço de lado nenhum a dar-me os bons dias da seguinte forma: "Bom dia menino. Ontem não foi a para a noitada. Se o fizesse todas as noites levantava-se cedinho como hoje. Sim, porque ao fim-de-semana já o vi chegar sabe Deus a que horas."
Ora bem, eu tento responder com um educado "Bom dia" mas esse "Bom dia" deixa de ser educado a partir do momento em que é dado de costas voltadas para ela com a porta do carro a bater mesmo naquela altura do "bom........".
Ou seja, nunca termino a saudação.
E agora penso eu aqui para comigo: que tal criar um negócio de próteses genitais para idosos.
Eu faria milhões!
Curtam o Business Plan:
Punha moçambicanos grandes e largos a vender porta a porta pílinhas de plástico que se aplicassem a pessoas com mais de 80 anos e dessem para elas, além de conseguir fazer todas as necessidades básicas, brincarem e entreterem-se por horas em vez de estar a coscuvilhar a hora de entrada e de saída dos vizinhos. Até podia haver várias gamas desta revolucionária invenção. Lembro-me agora, por exemplo a "Pílinha Tricot", a " Pílinha Sic 10 horas", a "Pílinha Natal dos Hospitais"(esta era boa para a altura das festas), a "Pílinha naftalina" e, a menina dos olhos deste negócio:"a Pílinha de canja de galinha"(consistia num “instrumento” que ao fim de um certo tempo mandava um jacto de sopa para cara e boca destes queridos velhotes).
Esta ultima era ideal para a minha vizinha - além de lhe queimar aquela cara enrugada obrigava a estar constantemente a comer, e por consequência, calada. O mundo ganhava com isso e eu era um rapazinho muito mais feliz porque começava o dia a ver aquele espetáculo.
Sucesso garantido.

Nunca pensei que um Blog despertasse a minha veia empreendedora.