segunda-feira, 16 de novembro de 2009

"Ups!Caguei-me...mas foi bom"

Ouvi dizer que os patrões, essencialmente das PME's, se preparam para reivindicar um "aumentozinho" no seu subsídio de desemprego caso o negócio dê para o torto! A mim parece-me bem! Principalmente para aqueles patrões que mudam de estagiários de 6 meses em 6 meses pagando a estrondosa quantia de 150 Euros para subsídio de transporte. Sim! Estes senhores defendem o meio ambiente e querem ver os seus colaboradores com responsabilidade ambiental e incitam-nos a fazer Marateca-Lisboa e vice-versa de bicicleta. Deliciam a secretária/administrativa, pelos vistos doutorada em direito, com ordenado mínimo nacional e, como porreiraços que são na criação de postos de trabalho, têm uma equipa de 22 comerciais na rua, cada um com viatura própria, telemóveis próprios, enfim, despesas a la garder, ganhando não o ordenado base mas sim, a mágica soma de 5% do total dos produtos que vendem. Isto se venderem mais que 100 unidades porque, afinal , isto não está para luxos.
Eu cá, não sou economista nem quero ser. Mas fica a sugestão:
Que tal esse subsidio de desemprego ser visto como um seguro. Ou seja,”deixa-me cá ir pagando ao mês, com a responsabilidade de actor económico que sou e salvaguardar-me caso isto corra mal”.
E como seria calculado esse seguro? Fácil, um belo rácio que engloba-se o valor do tal subsídio sendo calculado com base na conjugação dos seguintes parâmetros: volume de negócios/habilitações dos trabalhadores/ordenado médio praticado na empresa (a maneira de o calcular deixo para os verdadeiros economistas). Asseguravam assim, certa percentagem para o vosso querido subsídio, consoante os postos de trabalho criados e a qualidade dos mesmos. Isto, consoante a dimensão da empresa como é natural.
Sabem o que acontecia se se assegurasse um ordenado médio razoável? O poder de compra dos vossos colaboradores aumentava, quem sabe comprariam umas coisas aos vossos camaradas de sindicato e o negócio de (quase) todos não dava para o torto, pelo contrário- animava esta enfadonha e triste economia.
Tudo graças a quê? Ao facto dos chefões se borrarem na cuequinha!
Davam por vós e a merda cheirava-vos a jasmim!